
Não é nenhuma novidade games e mangás andando lado a lado. É algo até comum e de certa forma parece natural. Uma obra que se torna popular e se espalha para outros tipos de mídia, sejam animes, filmes ou games.
Mas e as obras que começam como games e depois aparecem como mangá?
Acredito que sejam vários os motivos para que isso aconteça, seja para mostrar um outro lado da história que não aparece no jogo, contar a mesma história de uma forma diferente, acrescentar um prólogo ou uma extensão das coisas que aconteceram no final da contra parte digital ou simplesmente ganhar uma grana extra em cima de algo realmente popular, os conhecidos caça-níqueis.

Mangá de Zelda
Começo assim mais uma série de posts com o mesmo tema. Video Game Manga, games que ganharam um mangá. Podem não ser muito populares aqui pro ocidente, mas existem aos montes lá na terra original dos mangás. Zelda, por exemplo tem uma versão mangá para praticamente cada game lançado (exceto talvez Twilight Princess, confesso não ter visto mangá dele), Valkyrie Profile do PS1 (e PSP) e sua “continuação” Valkyrie Profile Silmeria do PS2, ambos têm mangá, a série Kingdom Hearts é outra que tem uma versão em quadrinhos para cada jogo. Até mesmo Final Fantasy XII tem um mangá e não, não é doujinshi. Afinal, de doujinshis de games o mundo tá cheio, dos mais bizarros até os mais fiéis, que fazem você querer que aquilo fosse algo oficial e lançado por aqui.
Falando em ‘lançado por aqui’, não me recordo de nenhum mangá de video games ter sido lançado aqui no Brasil ainda, somente Megaman a uns bons 10 anos atrás ou mais, não seguia a história de nenhum dos jogos (Megaman e X andavam juntos), colocaram alguns alienígenas no meio da história, Roll não conseguia ficar vestida por uma edição completa e por aí vai.

Megaman brasileiro
Essa obra desastrosa acabou cancelada, tornando impossível saber como termina essa mistureba toda. E antes que perguntem, sim, era licenciado oficialmente pela Capcom. Não sou nenhum fanboy ou expert em Megaman, mas era uma bagunça.
Ainda na área de “nem tudo são flores nesse tipo de mangá”, às vezes um jogo que leva umas 40 horas para ser terminado pode não “caber” em dois volumes de 180 páginas cada um, como no caso de Valkyrie Profile. O game em si tem uma evolução meio lenta e os fatos que levam ao final parecem acontecer todos de uma só vez e muitos personagens parecem estar lá para simplesmente encher linguiça, mas isso não acaba com o mérito do jogo, que é bom, na humilde opinião de quem vos escreve.

Valkyrie Profile
Sendo assim, pra quem é voltado esse tipo de mangá? Para o fã do jogo que quer ver a história contada de outro jeito, mesmo que às vezes seja uma experiência decepcionante? Penso que pode ser algo parecido com os games que vão para a telona do cinema, os fãs sempre vão reclamar disso ou daquilo, faltou x ou y. De fato, às vezes essas “conversões” não acabam ficando nada boas, mas se deixarmos o fanatismo de lado podemos apreciar um bom mangá, ou no caso um bom filme. Nunca fui de ficar procurando detalhes para detonar um filme ou mangá, simplesmente aproveito (exceto quando é BEM ruim mesmo e inaproveitável).
Aguardem nos próximos posts dessa série vários mangás sobre video games, comparações jogo/quadrinho e é claro, links para quem quiser ler.
Até o próximo post.


Você conhece o mangá do Zelda Oracle of Seasons? Estou procurando esse há tempos. Confesso que nunca lí um mangá de jogo, mas esse eu leria. =D
O mangá de The Legend of Zelda: Oracle of Seasons tem no MangaTraders para baixar, junto com todos os outros mangás da série, traduzidos para o inglês.