
O hacker Falcon
Terminando a série de melhores mangás que li em 2009.
Bloody Monday foi outro título “surpresa”, que me despertou interesse pelo título. Confesso que me animei com o início dele, mas após os três primeiro capítulos larguei a leitura. Não por falta de interesse, simplesmente parei de ler, mas ainda bem que resolvi retomar.
Esse é um mangá de suspense e ação “no limite”. Um vírus letal adquirido por um grupo terrorista na Rússia é levado ao Japão e usado para ameaçar todo o país. Em troca da não liberação do vírus, o grupo quer a libertação de seu líder. Para combatê-los, um órgão de investigação secreto do governo é acionado e no meio disso tudo está um menino hacker, conhecido pelo pseudônimo de “Falcon”. A história é emocionante do começo ao fim e tem de tudo que um bom suspense desse tipo pode ter. Traições, reviravoltas, complicações inesperadas, situações imprevisíveis muitas coisas de tirar o fôlego, some a isso lugares reais do mundo atual e o mangá consegue facilmente passar uma sensação de desespero ao leitor. É algo diferente ler que um castelo de um mundo de fantasia tá prestes a ser destruído e ler que, sei lá, o prédio da prefeitura pode explodir a qualquer hora. No segundo caso o leitor não precisa de muita explicação de como o lugar em questão é importante e às vezes até conhece o lugar, sabe onde fica, talvez até mesmo já esteve lá. É como assistir um filme de catástrofe, onde Nova York, Tóquio ou o Rio de Janeiro estão sendo destruídos, você reconhece o lugar num instante. Enfim, isso cria um cenário perfeito para Bloody Monday sem precisar sair do muito do mundo real.

Capa do Volume 9
Conforme os capítulos vão passando cada vez menos sobrem personagens em quem confiar, e mesmo os que se mostram confiáveis te deixam com um “pé atrás”, culminando numa surpresa de cair o queixo quando o final se aproxima.
Bloody Monday foi um dos poucos mangás que terminaram em 2009 e que li até o final (ele foi publicado de 2007 a 2009) e acredito que devido a popularidade ganhou uma ‘Season 2’ que infelizmente não me empolgou muito, ainda. O suspense e a sensação de desespero ‘cada-segundo-conta’ ainda estão lá, os personagens estão mais velhos, mas fica uma pequena sensação de ‘mais do mesmo’. A série original também rendeu um TV drama (as novelas japonesas), de 11 episódios que foi ao ar em 2008, acredito que no Mithril haja um review do mesmo, pra quem se interessar.
E aqui encerro minha série de melhores mangás que li em 2009. Espero que tenham gostado e aguardem no ano que vem, os melhores de 2010!



Nossa, esse mangá parece bom. Acho que o que falta num mangá para eu começar a ler é essa coisa mais “palpável” mesmo, mais realista.
Me interessei também pelo drama. Será que tem o mesmo título (que aliás é bem legal mesmo)? =D
Cesar, o drama tem o mesmo título sim. Acesse o blog do Leo (Mithril). Tenho quase certeza que lá tem um review!
Interessante, já vinha com vontade de ler/ver Bloody Monday pelos comentários do Leo sobre o dorama. Agora com esses comentários sobre o manga só aumentou minha vontade, acho que vou conferir!
Gyabbo!