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Manga

Melhores de 2009 (Parte 1: Bakuman)

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Sempre foi difícil montar essas listas que vivem aparecendo em finais de ano, os ‘melhores disso’, os ‘melhores daquilo’…
O problema maior é realmente lembrar tudo o que passou e foi visto durante o ano e não realmente montar uma lista, acontece que tenho a memória de um lambari e isso dificulta muito recordar o que eu li em janeiro passado, o que foi bom ou que foi ruim. Há quem diga que se foi realmente bom, não teria como esquecer e é me baseando nisso e forçando a memória que vou tentar montar essa “lista”, em nenhuma ordem específica. Tenham em mente que aqui vou escrever sobre mangás lidos em 2009 e não lançados em 2009. É possível também que eu tenha começado a ler os títulos que serão citados aqui bem antes de 2009, mas como o blog começou no final do ano passado… então vamos nessa!

Mashiro e Takagi

Mashiro e Takagi

Logo de cara, meu mangá preferido de 2009 foi Bakuman, da dupla Tsugumi Ohba e Obata Takeshi, sim, aqueles que nos trouxeram Death Note (e que até hoje, não li até o final). Completamente diferente da sombria guerra de nervos que é DN, Bakuman fala sobre sonhos e “paixonites” da adolescência. O personagem principal é um qualquer e se contenta com isso, sabe que dali a uns 10 anos estaria num trabalho qualquer como qualquer outra pessoa nada especial, mas é graças à uma sugestão inesperada e uma promessa inacreditável que ele e o aluno mais inteligente da escola começam a desenhar mangá, para quando for famoso e seu sonho se realizar ele possa se casar com a mocinha da história.

Bakuman me cativou de um jeito que há muito tempo um mangá não cativava.
A idéia de fazer um “mangá sobre “mangá” não deve ser lá nova, mas a execução dela é que me atrai em Bakuman, além de mostrar um pouco mais de perto como funciona a produção de um mangá (algo que sempre tive curiosidade). Vejam só, quando era criança já pensei em ser desenhista!
Tudo isso com um romance meio esquisito no meio. O protagonista e seu parzinho prometeram não se ver até que alcancem seus sonhos e aí, se casam. Meio absurdo, mas completamente puro.

Desenhando mangá

Desenhando mangá

E é através de reuniões com o editor aqui, roteiros e idéias ali que o mangá vai se desenrolando… mostrando que não é muito fácil ser publicado na Shounen Jump semanal e muito mais difícil ainda é manter-se em publicação. O mercado japonês, tendo como base o que é mostrado em Bakuman, é feroz e parece que os autores matam um leão a cada semana para manterem seus títulos na ativa.

A arte é a já conhecida, mas adotando um traço menos puxado pro realismo de DN (não que DN seja puro realismo em sua arte…). Então, por mostrar uma história diferente do que estava acostumado a ler, ter personagens interessantes, situações interessantes, misturando drama, romance, comédia, suspense e é me deixando ansioso a quase todo final de capítulo que Bakuman leva o ‘melhor mangá de 2009′.

Discussão

Um comentário para “Melhores de 2009 (Parte 1: Bakuman)”

  1. “O mangaká que se diferencia do resto é o mangaká que consegue fazer até a coisa mais corriqueira ser interessante”, não é isso que Takagi diz no capítulo 54? Poisé, isso que diferencia Bakuman dos outros.

    Posted by Akiyama | Fevereiro 4, 2010, 10:01 PM

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